Já passaram 44 anos desde que Portugal comemorou, pela primeira vez, a liberdade em relação a um regime que não deixou boas recordações e muito menos resultados positivos para o país e o seu povo.

Na noite 24 de abril, quando as emissoras de rádio portuguesas começaram a tocar a música “E depois do adeus”, uma das músicas mais populares daquele período, estavam a transmitir a primeira senha do “Movimento das Forças Armadas”, para avisar as tropas revolucionárias que deveriam de estar prontas nos respectivos quartéis. Naquela época não existia facebook, e-mail e muito menos redes sociais. Hoje em dia, uma convocação deste tipo seria muito fácil. Após a meia-noite, ouviu-se outra música que foi usada como segunda senha, tendo se dado início ao propriamente dito Movimento Revolucionário. Este evento, que provocou profundas mudanças no país e na vida dos portugueses, ficou conhecido como a “Revolução dos Cravos” e assinalou o fim do regime ditatorial que durou quase 50 anos.

As pessoas mais idosas comecem bem a história e lembram-se dos horrores. Por esta razão, comemora-se todos os anos no dia 25 de abril, desde 1974m a “Festa da Liberdade” em Portugal. A liberdade de ir e vir, a liberdade de expressão, a liberdade civil, a liberdade religiosa, a liberdade de abrir e fechar negócios, etc. Na manhã de 25 de abril de 1974 a sensação era provavelmente semelhante à de aves presas que, após tantas décadas, se depararam com as portas abertas para a liberdade e independência. Trata-se realmente de um acontecimento histórico.

Actualmente, há países a serem penalizados por regimes cruéis que têm dizimado centenas de milhares de vidas inocentes de homens, mulheres e crianças. No entanto, o mundo continua com a sua rotina sem prestar muita atenção às atrocidades que ocorrem nos outros locais, o que realça o facto da humanidade estar cada vez mais insensíveis ao sofrimento alheio. As consciências aparentam terem sido cauterizadas e endurecidas através dos séculos, o que tem uma explicação muito lógica. Apesar dessas manifestações de “aparente liberdade” decorrentes dos movimentos revolucionários, o homem continua escravo de uma situação criada por ele mesmo desde os primórdios da sua própria existência. Dificilmente haverá alguém que não se sinta escravizado por algum sentimento de culpa, ódio, ressentimento, rancor, inveja e remorso. Estas pessoas só desfrutarão da sensação de verdadeira liberdade quando se libertarem destes sentimentos, isto é, quando só libertarem a si mesmas.

Um grande e poderoso ditador conseguiu, num dado momento, dominar a consciência do homem e torná-lo servo deste poder. Deus, o Grande e amoroso Imperador do Universo, disse aos nossos primeiros pais: “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerá livremente mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Génesis 2.15-17). Porém, o poderoso inimigo dEle e do homem interferiu: “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrerás. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Génesis 3.4,5).

Os nossos primeiros pais preferiram ouvir este grande enganador, o que assinalou o início de uma grande controvérsia entre o bem e o mal. E o homem, apesar de todos os esforços de Deus para salvá-lo, inclinou-se cada vez mais para a maldade, tendo se distanciado de Deus.

As Escrituras Sagradas foram cumpridas: “Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos escravos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo” (2 Pedro 2.19). “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” (2 Tessalonicenses 2.10).

Todavia, a verdadeira liberdade é oferecida gratuitamente pelo nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (João 8.32).

O apóstolo Pedro faz a todos um veemente apelo: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor. E envie ele Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio” (Actos 3.19-21). Devemos nos lembrar sempre que a nossa plena liberdade está garantida: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão ” (Gálatas 5.1).