O movimento metodista

O movimento metodista, ramo do Cristianismo, teve seu início na Inglaterra. Na altura, este país era, em larga escala, um país tragicamente afectado pelo alcoolismo, dissoluto, cheio de miséria e depravado, de pessoas desamparadas e sem esperança. O poder da religião estava grandemente diminuído.

O metodismo faz parte da Igreja Universal de Cristo, que recebeu, com outros grupos, o ímpeto do Espírito Santo.

O metodismo nasceu, muito adequadamente, num lar. A educação que as crianças da numerosa família Wesley receberam no lar, ministrada por Susanne Wesley, tornou-se a base de todo o movimento Metodista. O preparo que esta mulher deu aos seus filhos, particularmente a John e Charles, os fundadores do Metodismo, foi a origem de uma força que se tem avolumado durante os últimos 3 séculos.

Em 1735 Charles e John Wesley partem para a América do Norte. Na Geórgia, a população inteira afluía à igreja para ouvir a sua pregação. A influência de seus sermões foi tal qual que, depois de dez dias, uma sala de baile ficou quase inteiramente abandonada, enquanto a igreja se enchia de pessoas que oravam e eram salvas.

A 24 de maio de 1738, foi um dia marcante na vida de John Wesley: “À noite fui, muito contra a minha vontade, a uma sociedade na rua Aldersgate, onde alguém estava a ler o prefácio de Lutero à carta (epístola) aos Romanos. Faltava cerca de 15 minutos para as 21 horas, enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera no coração pela fé em Cristo, SENTI MEU CORAÇÃO ABRASADO de maneira estranha. Senti que confiava em Cristo, Cristo somente para a Salvação; e foi-me dada a certeza de que Ele tinha tirado os meus pecados, sim os meus pecados e me tinham livrado da lei do pecado e da morte”.

“Não é exagero dizer que a cena que se passou naquela humilde reunião define uma época na História Inglesa. A convicção que brilhou num dos mais poderosos e mais activos intelectos da Inglaterra é a fonte verdadeira do Metodismo” (Lecky) e podíamos acrescentar: o ponto de partida para um grande avivamento mundial do Cristianismo evangélico, que, depois de 3 séculos, ainda não perdeu a sua força.

A experiência ocorrida nesta reunião deu a Wesley três grandes coisas, que ele nunca perdeu: clima, direcção e momentum espirituais. Ele acreditava que uma atitude pessoal – a fé – era suficiente para a salvação, e que se pode aceitar a salvação como um facto consumado. Aquela convicção foi o ponto central da ênfase Metodista.

Depois dessa experiência em Aldersgate, Wesley aspirava a bênçãos ainda maiores do Senhor, conforme ele mesmo escreveu: “Eu suplicava a Deus que cumprisse todas as suas promessas na minha alma”. Essa unção do Espírito santo dilatou grandemente os horizontes espirituais de Wesley; o seu ministério tornou-se excepcionalmente frutuoso e ele trabalhou ininterruptamente durante 53 anos, com o coração abrasado pelo amor divino.

A vida de Wesley de 1703 a 1738 era obscura e comum. Mas depois da experiência, tida na casa de oração a 1791, quando morreu na idade de 88 anos, era a personagem mais notável e a maior força espiritual do mundo inglês.

Não ocupando cargo de distinção, a não ser como ministro da Igreja Anglicana, exerceu, todavia, a mais poderosa influência sobre seus contemporâneos, que qualquer arcebispo.

De Aldersgate em diante até ao fim, ele é o homem bom de Deus, como nunca fora, e o propósito de sua vida estava no ganhar o maior número possível de pessoas para Jesus Cristo, a terem o gozo da experiência que ele tivera, e a ‘espalhar a santidade em todo o país’.

Um das figuras notáveis no movimento Metodista foi o seu eloquente e jovem George Whitefield. Whitefield um dos mais eloquentes oradores de todos os tempos, amigo de Wesley e membro do Holly Club (Clube Santo), de Oxford. As Igrejas estavam fechadas para ele, por causa do seu ‘entusiamo’. Então, seguindo o exemplo de Jesus que, quando as sinagogas estavam fechadas, pregava ao ar-livre, Whitefield saiu aos campos pregando pela primeira vez em 17 de Fevereiro de 1739, para 100 mineiros sujos e vociferantes. Quando pregou pela quinta vez, uma semana depois, tinha um auditório de 10.000 pessoas.

Os grupos Metodistas – fruto da evangelização paciente pelas estradas, entre ministros, tecelões, carvoeiros, fundidores, camponeses, etc, salvos assim de uma vida sem significado e viciada e inspirados da consciência do valor de suas próprias almas à vista de Deus – fizeram cidadãos úteis, morais, dignos. Destes grupos saíram muitos homens e não poucas mulheres que se tornaram guiantes na luta pela democracia na política e na indústria.

Os Metodistas em seu tempo eram considerados ‘um povo peculiar’. Wesley era inimigo declarado do misticismo, da religião reclusa. Seus seguidores não somente deviam ser bons, como também deviam fazer o bem. Santidade, era a palavra que muitas vezes em seus lábios, significava permanecer não somente imaculado no mundo, mas de facto visitar as viúvas e os órfãos em suas aflições. Era a fé, indispensável, o primeiro requisito, porém não fé improdutiva.

Wesley chegou a ver toda a organização Metodista, como se desenvolvera debaixo da sua superintendência, do Concílio Regional até às classes e demais minúcias, transplantada realmente para a América, e em largo progresso com Frank Asbury em sua direcção.

Em 23 de Fevereiro de 1791 pregou seu último sermão na sala de jantar de um cavalheiro, perto de Londres, sobre o texto: “Buscai ao Senhor enquanto Ele pode ser achado”. Em 2 de Março de 1791, em sua casa, no City Road, em Londres, rendeu o espírito. Suas últimas palavras foram: “O melhor de tudo é Deus estar connosco”.

John Wesley nasceu e criou-se num lar onde não havia abundância de pão. Com a venda dos livros da sua autoria ganhou uma fortuna, com a qual contribuía para a causa de Cristo. Ao falecer, deixou no mundo “duas colheres, uma chaleira de prata, um casaco velho” e dezenas de milhares de pessoas salvas em épocas de grande decadência espiritual.

O “Exército de Salvação” é resultado do movimento Metodista. William e Catherine Booth começaram o trabalho evangelístico nos cortiços de Londres, que levou eventualmente à fundação do Exército de Salvação, e ao incomensurável trabalho que ele tem feito por toda a terra. Muitos dos primitivos associados de Booth na fundação do Exército de Salvação eram metodistas. O Exército de Salvação levou a paixão pelos “últimos, menores, e perdidos”.

A Igreja Metodista tem uma história de Natal, porque nasceu, como igreja autónoma na América, por ocasião do Natal. A guerra da independência havia sido ganha e os laços com a Inglaterra partidos. O Metodismo não podia por mais tempo continuar como um posto avançado de uma organização britânica. A conferência de organização da Igreja Metodista na América foi marca para a época do Natal, em 24 de Dezembro de 1784. O número total de membros das sociedades era 15.000. E assim nasceu a Igreja Metodista Episcopal.

O principal evento do Metodismo americano no século XX foi, indubitavelmente, a união dos três maiores ramos metodistas, que se uniram em uma única igreja, em 1939. Naquele tempo, a ‘Igreja Metodista Episcopal do Sul’, a ‘Igreja Metodista Episcopal’ e a ‘Igreja Protestante’ uniram-se para formar a Igreja Metodista.

Coube ao metodismo a honra do primeiro esforço, em tempos modernos, para implantar o Evangelho no Brasil. A cidade imperial de São Sebastião, no Rio de Janeiro, ainda estava envolvida em brumas de 19 de Agosto de 1835, quando um veleiro americano lançou ferros nas águas límpidas da Baía de Guanabara. Fountain E. Pitts, ao saltar no cais do porto naquela manhã de Agosto, foi o primeiro missionário metodista no Brasil. Evangelista consagrado, procurou logo casas particulares de membros da colónia inglesa e americana da “corte”, como era então chamada a capital do país, e formou uma congregação. Mas a sua preocupação real era o estado espiritual dos brasileiros. Abismado com a tragédia da idolatria, da ignorância da Bíblia e da imortalidade do clero católico-romano no Brasil, Pitts voltou aos E.U.A. a fim de apelar que fosse enviada imediatamente uma pleiade de missionários para ocupar em nome de Cristo a terra do Cruzeiro do Sul.

A 2 de setembro de 1930 a Igreja Metodista no Brasil torna-se independente da sua igreja-mãe nos EUA:

A I.M.W. é resultado da Igreja Metodista do Brasil. A separação baseou-se na doutrina do baptismo com o Espírito Santo, como sendo uma segunda bênção para o crente, a aceitação da obra pentecostal incluindo os dons mencionados na Bíblia Sagrada. Acrescentando-se ainda à realização da obra do avivamento espiritual, orações pelos enfermos, sem liturgia e protocolos nos cultos.

Conheça a HISTÓRIA da Igreja Metodista Wesleyana