Durante a revolução industrial o trabalho manual foi substituído pela indústria e séries de produtos começaram a ocorrer em abundância e a preço baixo. Com a expansão do comércio, as pessoas tinham acesso a mais produtos do que antes haviam imaginado. Como resultado, desenvolvemos uma cultura de consumo que produziu as maiores mudanças económicas e culturais da História.

Os seres humanos da sociedade industrializada passaram de produtor directo para consumidor de bens e serviços já acabados.

Assim, a cultura de consumo surgiu em que o homem tem mais ofertas de bens e serviços que podemos adquirir. A oferta é tão grande que o consumidor apenas fica passivamente a receber as ofertas que o mercado oferece.

Infelizmente as igrejas também seguiram a lógica do mercado e começaram a oferecer serviços religiosos para os consumidores. O homem moderno não é mais do que um consumidor passivo de todas as comodidades que as igrejas oferecem. Você só precisa sentar, dar (ofertar) e desfrutar.

Tal efeito cultural mudou completamente a paisagem do que um verdadeiro cristão deve ser. Os crentes se desviaram radicalmente do Sermão da Montanha e do seguir a Jesus. A fé original significava negação e auto-sacrifício por amor do Salvador. Ser cristão é uma vida comprometida de serviço apaixonado pelos outros. Os cristãos estavam activos na obra do ministério, e davam a sua própria vida para servir ao Senhor. Hoje precisamos voltar para recuperar o valor do serviço e do sacerdócio de todos os crentes. Nós não devemos permitir que a sociedade de consumo distorça a nossa ideia do que é um cristão. Os grupos de comunhão é um passo no esforço para resgatar a identidade bíblica do crente.