Quando não conseguiu alcançar aquilo que desejou, o arrependimento pode tornar-se um grande passatempo. O analista de sistemas gostava de ter sido contabilista, o contabilista desejava ter sido médico, etc. Talvez tenha planeado deixar um legado, mas até agora tudo o que conseguiu foi deixar um rasto de aspirações não alcançadas. Não é tarde demais; pode começar de novo! Só tem de estar preparado para correr atrás do seu sonho e pagar o preço, “e todo aquele que luta de tudo se abstém…” (1Co 9:25).

Não ouça os críticos e as queixas de quem se contentou com menos. O seu objectivo não deve ser viver por muito tempo, mas fazer a diferença no seu mundo e glorificar a Deus. Charles Lindbergh disse: “senti que vivi num plano mais elevado do que os cépticos em terra… Quem valorizou mais a vida, os aviadores que a entregaram à arte que amavam, ou estes avarentos que a distribuíram, como moedas de um centavo, pelos seus dias que mais pareciam os dias das formigas? … Se eu pudesse voar durante dez anos antes de morrer num acidente, mesmo assim seria um negócio vantajoso para uma duração de vida normal”.

Olhe para Moisés. Olhe para Paulo. Ambos começaram de novo. Olhe para Winston Churchill: em vez de reformar-se depois da 2.ª Guerra Mundial, continuou e ganhou o Prémio Nobel da Literatura. Quando Heinrich Schliemann deixou os negócios para procurar a lendária Troia de Homero – encontrou-a. Aqui fica uma passagem das Escrituras na qual se pode basear: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele” (Lm 3:22-24). Isto significa que pode começar de novo.